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Atribuição de receita e cross-sell no ecossistema de crédito

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Industry

Financial Services

Challenge

A operação otimizava mídia para venda de financiamento, mas não conseguia enxergar com precisão a receita adicional gerada por produtos de seguro contratados ao longo da jornada. Sem essa leitura, o retorno das campanhas ficava subestimado e decisões de investimento perdiam qualidade.

Results

O projeto revelou 70% de attachment rate em seguros nas origens de mídia paga, validou a viabilidade da oferta integrada e deu ao time mais clareza para ajustar bids e orçamento com base no retorno real do ecossistema.

Arquitetura de atribuição e inteligência comercial para crédito e seguros

arquitetura de dados, governança de dados

70%
Attachment rate origens mídia paga
3meses
Tempo para estruturar a leitura integrada
+precisão
Nas campanhas de aquisição

“O ponto não era apenas medir o financiamento. Era entender quanto valor adicional a mídia estava carregando quando o cliente também contratava proteção.”

Diretor de Marketing e Growth em Crédito

Serviços financeiros

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Aquisição não termina no contrato principal

A operação pertence a uma instituição financeira com forte atuação em financiamento de veículos usados e uma estrutura de produtos complementares que amplia o valor de cada aquisição. Nesse contexto, olhar apenas para a conversão principal distorce a leitura do negócio.

Quando mídia, crédito e seguros são avaliados em silos, parte importante da rentabilidade da jornada desaparece da decisão. O investimento continua acontecendo, mas o retorno fica submedido.

O que o funil mostrava e o que ele escondia 

O problema central não era falta de conversão. Era falta de visibilidade sobre tudo o que vinha junto dela.

As campanhas de mídia eram otimizadas com foco na venda de financiamento de veículos, mas o banco não conseguia atribuir de forma confiável a contratação posterior de seguros à mesma origem de aquisição. Isso criava um ponto cego estratégico. O time via uma parte da receita, mas não conseguia capturar o efeito completo da jornada comercial.

Esse desenho produzia dois riscos relevantes. O primeiro era subestimar o retorno das campanhas. Sem enxergar o cross-sell de seguros, o investimento em mídia parecia menos rentável do que realmente era, o que podia levar a decisões conservadoras de orçamento e frear crescimento. O segundo era operacional. Os dados de navegação e mídia estavam de um lado, enquanto a efetivação de contratos podia acontecer em contextos offline ou em sistemas distintos, dificultando uma leitura unificada do percurso do cliente.

Na prática, a operação não precisava apenas de um dashboard melhor. Precisava de uma camada de governança e atribuição capaz de provar se a oferta integrada de crédito e seguro gerava valor real ou apenas complexidade adicional no custo de aquisição.

Conectar o que a jornada separava 

A resposta foi tratar atribuição como problema de negócio, não apenas de mídia.

A MATH aproveitou a estrutura já existente da squad de atribuição para realizar um aprofundamento cirúrgico sobre um tema que estava fora do escopo original, mas era decisivo para a rentabilidade da operação. Em vez de propor uma reconstrução ampla de CRM ou a compra de novas plataformas, o projeto foi desenhado para extrair inteligência das bases já disponíveis.

A primeira frente foi a integração entre bases heterogêneas. Foram desenvolvidas rotinas de ingestão e tratamento para realizar o join entre dados de comportamento digital, registros de sessão, contratos de financiamento e bases de seguros. Esse trabalho exigiu controle de governança para garantir que a atribuição fosse consistente, auditável e aderente ao que a jornada realmente indicava.

A segunda frente foi analítica. A MATH não se limitou a cruzar bases e expor números brutos. Foi necessário aplicar análise exploratória e tratamento estatístico para limpar ruídos, eliminar falsas associações e fortalecer a rastreabilidade entre clique, navegação e assinatura do produto complementar.

A terceira frente foi de entrega operacional. O resultado dessa arquitetura não ficou preso a uma leitura pontual de consultoria. Foi transformado em um painel dinâmico, com drill-down até campanha, permitindo ao time navegar por origem, comportamento e resultado de forma autônoma. O conhecimento deixou de depender de leitura eventual e passou a funcionar como instrumento recorrente de decisão.

O ganho da solução veio de mostrar que o valor real da aquisição não estava só no produto principal, mas no ecossistema de receita que ele ativava.

O retorno que passou a entrar na conta 

O principal resultado foi a revelação de uma taxa de attachment de 70% em produtos de seguro nas origens de mídia paga. Na prática, isso mostrou que sete em cada dez contratos de financiamento adquiridos por essas campanhas estavam associados também à contratação de algum tipo de proteção.

Esse número mudou o peso da mídia dentro da decisão. O retorno das campanhas deixou de ser lido apenas pela margem do financiamento e passou a incorporar a contribuição dos seguros na composição do valor gerado por cliente adquirido.

Houve também uma validação importante de hipótese. Os dados mostraram que a oferta integrada não criava atrito relevante sobre a conversão principal. Ao contrário, ela ampliava o valor da aquisição e fortalecia a lógica comercial de manter e otimizar campanhas combinadas.

O terceiro ganho foi de decisão. Com a nova leitura disponível em painel dinâmico, o time passou a ajustar bids e investimentos com base em um retorno mais fiel ao que a jornada realmente entregava. Isso elevou a qualidade da alocação de verba e reduziu a chance de decisões conservadoras baseadas em visibilidade parcial.

Ao final, a operação não ganhou apenas uma nova métrica. Ganhou uma forma mais madura de enxergar receita dentro do ecossistema de crédito.

Sua operação ainda mede a conversão principal sem enxergar a receita que vem junto dela?