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R$ 36 milhões recuperados com rastreabilidade de logs e economia jurídica

Industry

Financial Services

Challenge

A área jurídica convivia com baixa taxa de reversão em ações cíveis porque os registros técnicos da operação digital não chegavam ao processo em formato confiável, inteligível e convincente. O problema não estava apenas no mérito da defesa, mas na fragilidade do material probatório.

Results

A nova estrutura elevou em 81% a eficiência nas causas cíveis, reverteu R$ 36 milhões em perdas e substituiu 11 planilhas extensas por um artefato único, mais claro e reutilizável.

Arquitetura de rastreabilidade e evidência técnica para contencioso cível

Framework de governança

R$36MM
Valor revertido em processos cíveis
81%
Ganho de eficiência nas reversões
30
Profissionaos em estrutura multidisciplinar

“O que mudava o desfecho não era só ter dado. Era conseguir transformar dado técnico em prova que o Judiciário entendesse e considerasse confiável.”

Superintendente Jurídico de Contencioso e Transformação

Serviços Financeiros

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Quando a defesa depende da qualidade da evidência

A operação pertence a uma instituição financeira com grande volume de interações digitais, alta exposição a disputas cíveis e necessidade constante de demonstrar, com precisão, o que de fato aconteceu na jornada do cliente. Nesse cenário, a discussão jurídica não termina no argumento. Ela depende da consistência do que pode ser provado.

Quando logs são dispersos, pouco padronizados e difíceis de traduzir em narrativa probatória, a operação perde força mesmo quando o mérito da defesa é sólido.

A fragilidade estava na prova, não na tese 

O contencioso cível vinha operando sob uma distorção importante. Em diversas situações, decisões desfavoráveis não decorriam necessariamente de falha de mérito, mas da baixa credibilidade técnica dos materiais levados ao processo.

Os registros existiam, mas apareciam em múltiplas fontes, formatos pouco amigáveis e planilhas extensas demais para produzir clareza. Isso criava uma distância entre o que a operação conseguia capturar e o que o jurídico conseguia transformar em evidência persuasiva.

Esse cenário gerava três efeitos diretos. O primeiro era financeiro. Ao fim do ano, mesmo após esforços iniciais, ainda havia R$ 8,5 milhões em perdas em processos cíveis. O segundo era institucional. Decisões contrárias fragilizavam a confiança na capacidade da organização de sustentar tecnicamente sua própria defesa. O terceiro era operacional. Com o crescimento das jornadas digitais, escalar defesas baseadas em leitura manual e consolidação artesanal se tornava inviável.

O desafio, portanto, não era apenas reunir logs. Era converter rastros técnicos em um material que sustentasse convicção judicial.

Da planilha extensa ao artefato que organiza a verdade do caso 

A resposta foi redesenhar a forma como a evidência nasce, se organiza e chega ao jurídico.

A MATH estruturou uma arquitetura de rastreabilidade baseada na padronização de logs e na transformação desses registros em evidência analítica utilizável no contexto cível. Em vez de tratar log como resíduo técnico, o projeto passou a tratá-lo como insumo jurídico.

A primeira camada da solução foi a definição objetiva dos eventos que precisavam ser registrados com consistência. Isso incluiu logs de acesso, servidor, disponibilidade, alterações, eventos operacionais e ameaças, criando uma trilha mais íntegra da jornada do cliente.

A segunda camada foi o modelo analítico. Os dados deixaram de ser apresentados como massa técnica bruta e passaram a compor indicadores e evidências rastreáveis, com leitura mais defensável do ponto de vista jurídico. A operação ganhou um método para ligar estabilidade dos canais, informações de contratação e jornada resumida em uma mesma narrativa.

A terceira camada foi a construção de um novo artefato jurídico. Em vez de depender de 11 planilhas extensas e pouco inteligíveis, o time passou a operar com uma estrutura única, clara, objetiva e desenhada para ser compreendida fora do ambiente técnico. Isso elevou a credibilidade institucional perante o Judiciário e encurtou a distância entre tecnologia e decisão judicial.

A implementação também foi sustentada por um modelo híbrido. Especialistas técnicos e jurídicos trabalharam juntos em ciclos semanais, com entregas incrementais e foco em consistência, evitando o inchaço operacional típico de projetos longos e difusos.

 O ganho do projeto veio quando a prova deixou de ser um anexo técnico e passou a funcionar como argumento estruturado. 

O que mudou quando a evidência ganhou forma 

O resultado mais expressivo foi financeiro. A nova estrutura contribuiu para a reversão de R$ 36 milhões em processos cíveis, valor apurado com base no balancete do quarto trimestre. Esse número não representa apenas uma melhora pontual. Ele sinaliza mudança estrutural na capacidade de defesa.

O segundo ganho foi de eficiência jurídica. A taxa de reversão evoluiu a ponto de gerar 81% de ganho nas causas cíveis. Em regiões que historicamente não revertiam ações, a operação passou a disputar o processo com mais lastro técnico e mais capacidade de convencimento.

O terceiro ganho foi operacional. A substituição de 11 planilhas por um artefato único reduziu retrabalho, simplificou leitura e tornou o custo marginal de geração de novos relatórios próximo de zero. Isso muda a escala do problema. O que antes dependia de esforço relevante para cada novo caso passa a operar com reutilização e previsibilidade.

O quarto ganho foi de legado organizacional. O modelo se tornou referência interna, mostrou potencial de replicação para outros produtos e ainda recebeu validação formal ao ser premiado em um programa interno de inovação.

Ao final, a operação jurídica deixou de reagir aos casos com material técnico fragmentado e passou a atuar com um instrumento mais forte de defesa.

Sua área jurídica ainda depende de registros técnicos que não convencem quem decide?